sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Pule cristal!

               " Buraco do coelho ",
"Cristal,pule dentro do buraco do coelho"
         "Cala boca, eu que digo isso!"
"não vem, você disse a última vez... venha Cristal! Pule para o País das Maravilhas!"

Acordei com as lágrimas a escorrer-lhe pelo rosto, estas misturadas com as gotas de suor que defluíam pela minha testa. Minha respiração estava mais acelerada do que o normal, e até podia ouvir o oxigênio a entrar e a sair, descoordenadamente, dos meus pulmões.
Elevei o corpo na cama, de maneira a ficar sentada, pressionando as costas contra a madeira de minha cama e a parede. Respirei fundo pela décima vez, numa tentativa falha de me acalmar.
Me ergui da cama e deparei com o espelho do quarto. Sempre refletia a minha imagem desfocada.
Linha invisível que coze os meu lábios finos, gretados e feridos da angústia permanente, meu frágil corpo de pele e ossos tenta encontrar alguém que me de a mão e ajude a sair da cela na qual estou enclausurada.

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